N 19379 – Almeida Garrett. Viagens na Minha Terra. 3ª Edição. Introdução e notas de
Augusto da Costa Dias. Obras de Augusto da Costa Dias. 338 Pgs. Editorial
Estampa. 13x19cm.
Portes Grátis
Para venda: 15€
N 19379 – Almeida Garrett. Viagens na Minha Terra. 3ª Edição. Introdução e notas de
Augusto da Costa Dias. Obras de Augusto da Costa Dias. 338 Pgs. Editorial
Estampa. 13x19cm.
Portes Grátis
Para venda: 15€
N 19378 – Guerra Junqueiro. Antologia para a Juventude. Prefácio de Júlio Dantas.
Lello & Irmão Editores 1958. 2ª Edição. 180 Pgs.
Portes Grátis
Para venda: 18€
N 19377 – José Saramago. As pequenas memórias. Editorial Caminho 2006. 149 Pgs.
14x21cm.
O meu objetivo foi sempre
recuperar, reconstruir, reconstituir a criança que eu fui. Essencialmente, ao
que me parece, as adolescências assemelham-se todas. Só as infâncias são
únicas. De qualquer modo, o meu livro pode entender-se como pagamento de uma
dívida. Penso que devo tudo o que sou àquela criança. Foi ela o meu
arquiteto. As Pequenas Memórias é uma obra de José Saramago publicada em 2006. É, sem
rigor cronológico, a autobiografia do
escritor José Saramago.[1]
Mais do que fazer literatura, embora em As pequenas
memórias se encontreo germe de muitos dos seus romances, a exemplo
de Todos os nomes (1997)
- na busca obstinada pela data da morte do irmão -, trata-se de um desafio para
o escritor que, aos 84 anos, professo em cavernas, arquivos e evangelhos, se
concentra na época compreendida entre os quatro e os quinze anos de sua vida e
fala, não do escritor, mas da pessoa e do modo de entender o mundo.[2]
No começo da obra, Saramago diz:
«Deixa-te levar pela criança que foste».
Saramago rememora sua mãe, ao terminar o
inverno, penhorando os cobertores da casa, para reavê-los quando "os
primeiros frios começavam a apertar". O pai, policial em Lisboa, sempre teve de sublocar ou dividir
cômodos para morar com a família: "Minha família era muito
humilde. O fato de o meu pai ser funcionário público não
significava que recebesse um bom salário. (…)Até meus 14 anos não pudemos ter
sequer um pequeno apartamento para nós três." Ainda sobre sua
mãe, conta que ela sofreu "muitíssimo" e possivelmente não quisesse
se apegar demais ao "filho vivo", para não agonizar nova perda.
Durante entrevista para a revista Entre Livros, Saramago revela uma passagem
que não confessa no livro: quando sua mãe se referia a ele como "um
menino muito bonito, corado e muito bondoso, doía em mim. Porque eu era um
menino triste e pálido. E cada vez que pedia um beijo a ela, tinha de implorar
muitas vezes, e quando ela dava era assim, rápido, seco."[2]
Sobre o seu pai, ele diz que a
influência da vida na cidade, "em
questões relacionadas a seu trabalho, a sua conduta sexual etc. fazia com que o
ambiente da casa não fosse são". Sobre os avós diz que eram "muito
boa gente, mas muito simples: "Eram camponeses analfabetos".
Descreve o avô, no livro, como filósofo "porque para mim era uma
figura transcendente, uma pessoa alta, erguida, e eu me pareço muito com
ele." Conta que o avô se despediu das árvores do sítio
abraçando-as uma por uma, quando sentiu que ia morrer: "E fez
isso chorando. Estava se despedindo."[
As Pequenas Memórias é um livro de
recordações que abrange o período entre os quatro e os quinze anos da vida de
José Saramago: «Queria que os leitores soubessem de onde saiu o homem que sou»
Portes Grátis
N 19376 – O Evangelho Segundo Jesus Cristo. José Saramago. Editorial Caminho.
Romance, 3ª Edição. 445 Pgs. 14x21cm.
«O Evangelho segundo Jesus Cristo, dizia, é o romance que gerou mais polémica e é a
causa de ter mudado a minha residência de Lisboa para Lanzarote, em Espanha. É
um livro que não projetei, porque jamais me havia passado pela cabeça escrever
uma vida de Jesus, havendo tantas e sendo tão diferentes as interpretações que
dessa vida se fizeram, destrutivas por vezes, ou, pelo contrário, obedecendo às
imposições restritivas do dogma e da tradição.
Enfim, sobre o filho de José e Maria disse-se de tudo, logo não seria
necessário um livro mais, e ainda menos o que viria a escrever um ateu como eu.
Simplesmente, o homem põe e a circunstância dispõe e aqui está o que me impeliu
a uma tarefa cuja complexidade ainda hoje me assusta.»
José Saramago, in A Estátua e a Pedra
Autor de mais de 40 títulos, José Saramago
nasceu em 1922, na aldeia de Azinhaga.
As noites passadas na biblioteca pública do
Palácio Galveias, em Lisboa, foram fundamentais para a sua formação. «E foi aí,
sem ajudas nem conselhos, apenas guiado pela curiosidade e pela vontade de aprender,
que o meu gosto pela leitura se desenvolveu e apurou.»
Em 1947 publicou o seu primeiro livro que
intitulou A Viúva, mas que, por razões editoriais, viria a sair com o título
de Terra do Pecado. Seis anos depois, em 1953, terminaria o romance Claraboia, publicado apenas após a sua morte.
No final dos anos 50 tornou-se responsável pela
produção na Editorial Estúdios Cor, função que conjugaria com a de tradutor, a
partir de 1955, e de crítico literário.
Regressa à escrita em 1966 com Os Poemas Possíveis.
Em 1971 assumiu funções de editorialista no Diário de Lisboa e em abril de 1975 é nomeado diretor-adjunto do Diário de Notícias.
No princípio de 1976 instala-se no Lavre para
documentar o seu projeto de escrever sobre os camponeses sem terra. Assim
nasceu o romance Levantado do
Chão e o modo de narrar que caracteriza a sua ficção
novelesca. Até 2010, ano da sua morte, a 18 de junho, em Lanzarote, José
Saramago construiu uma obra incontornável na literatura portuguesa e universal,
com títulos que vão de Memorial
do Convento a Caim, passando por O
Ano da Morte de Ricardo Reis, O
Evangelho segundo Jesus Cristo, Ensaio
sobre a Cegueira, Todos
os Nomes ou A
Viagem do Elefante, obras traduzidas em todo o mundo.
No ano de 2007 foi criada em Lisboa uma Fundação
com o seu nome, que trabalha pela difusão da literatura, pela defesa dos
direitos humanos e do meio ambiente, tomando como documento orientador a
Declaração Universal dos Direitos Humanos. Desde 2012 a Fundação José Saramago
tem a sua sede na Casa dos Bicos, em Lisboa.
José Saramago recebeu o Prémio Camões em 1995 e o
Prémio Nobel de Literatura em 1998.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de
Sousa, condecorou postumamente, a 16 de novembro de 2021, José Saramago com o
grande-colar da Ordem de Camões, pelos "serviços únicos prestados à
cultura e à língua portuguesas", no arranque das comemorações do
centenário do nascimento do escritor.
Portes Grátis
Para venda: 8€
N 19373 – Alexandre Dumas. Os Quarenta e cinco. Vol I. Livraria Lello & Irmão –
Porto. 326 Pgs. 11x18cm. Encadernação Editorial.
Portes Grátis
Para venda: 7€
N 19372 – O Santo da Montanha. Camillo Castello Branco. Terceira Edição Parceria
António Maria Pereira 1907. Encadernado. Lombada e cantos em pele. 264 Pgs.
13x20cm. Bom estado geral.
Portes Grátis
Para venda: 38€
N 19371 – Corvos. Texto de Leitão de Barros; desenhos de Abel Manta. 2 Vols.
(completo). Empreza Nacional de Publicidade. 17x22cm. Vol I – 274 Pgs; Vol II –
254 Pgs.
«Os “Corvos” dão bicadas nos passarões dos nossos dias como as “Farpas”
castigavam a tolice de outros tempos… A mesma preocupação de educar com um
sorriso, o mesmo anseio de civilização num espírito igualmente de artista, a
mesma evidência das realidades através da ilusão das aparências… Os tolos do
século passado resistiram: sobreviveram os passarões?...»
Reunião de crónicas satíricas que o
realizador cinematográfico Leitão de Barros, escreveu para o Diário de
Notícias.« Numa terra de Pintassilgos, este voo semanal de «Os Corvos» que nada
tem de negro, corta colorindo-a, a plácida e a monótona paisagem lisboeta. As
suas asas têm todas as claridades da ironia e do espírito do delicioso cronista
que é Leitão de Barros-e essa é a sua força e o seu exemplo num país em que os
merlos usam colarinho de coco.» de Drº Augusto de Castro.
Portes Grátis
Para venda: 55€