domingo, 2 de janeiro de 2022






N 14352 – Traité de Numismátique.du Moyen Age, 3 Volumes. A. Engel – R. Surre. 17x24cm. Réimpressiom 1964.

Arnaldo Forni Editore, Bologna (Italy). 1459 Pgs: Tome premier – (LXXXVII) 352 pgs. ; Tome Deuxiéme – 354-930pgs; Tome Troisiéme – 945-1459pgs. 514 illustrations.  

The Traité de numismatique du moyen âge was a survey of European medieval coinage by Arthur Engel (1855-1935) and Raymond Serrure (1862-99) issued in three volumes between 1891 and 1905.[1] Arthur Engel was an archaeologist and numismatist, a member of the French Society of Numismatics and the Society of Antiquarians. He was also a member of the French Schools in Rome and Athens.[2] Raymond Surrure's father and grandfather had been noted numismatists. He traded as a coin dealer in Paris and after his death his widow carried on his business until 1913.

 

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Para venda: 75€

 







 

N 14329 -  Padre Manuel Bernardes, C.O. 1644-1710, Nova Floresta, ou sylva de varios apophthegmas, e ditos sentenciosos espirituaes, e moraes, com reflexoens, em que o util da doutrina se acompanha com o vario da erudiçaõ, assim Divina, como humana: offerecida, e dedicada à Soberana Mãy da Divina Graça Maria Santissima Senhora Nossa / pelo Padre Manoel Bernardes da Congregaçaõ do Oratorio de Lisboa.  Terceyro tomo. – 1ª Edição  Lisboa : na Officina de Valentim da Costa Deslandes, Impressor de Sua Magestade, 1709. 538 Pgs. 15x21cm. Encadernação em inteira de pele da época. Pequeno defeito no canto inferior direito das primeiras 65 páginas, fora do texto.

 

O que explica logo o conteúdo do livro é uma série de apólogos morais, cada um deles constituído de duas partes: na primeira, o escritor narra um "caso", uma história de fundo moral ou exemplar, e na segunda, comenta-a extraindo-lhe a mensagem edificante

Percebe-se que em sua época o problema da impunidade com relação a criminosos homicidas e estupradores é semelhante ao que se apresenta hoje no Brasil, conforme o trecho abaixo:

De Margarida, duquesa de Mântua. Sendo governadora deste reino perdoou uma morte, e o facínora cometeu depois outra, pela qual sendo outra vez preso, e sentenciado, e tornando a enviar intercessores para o perdão, respondeu a duquesa: Da primeira morte dará ele conta a Deus, da segunda eu. E mandou fazer justiça.

Conclusão: Muita indulgência, em lugar de arrancar os pecados, os semeia. Senhor da vida do criminoso é o Príncipe Soberano, para lhe perdoar a morte, porém não é Senhor das vidas, e honras dos inocentes para expô-las a perigo. E quem não vê que a mão que abrir a jaula de uma fera será culpada nas rapinas e sanguinolências que suas garras obrarem?[4]

Outra passagem sobre a mesma temática é o seguinte:

De Zeno, Principe dos Filósofos Estoicos. Tinha ele na sua Escola hum criado, a quem ensinava também os dogmas daquela seita, da moderação das paixões, e sossego das adversidades, atribuindo tudo ao fado. Sucedeu furta-lhe o criado não sei que, por onde o amo lhe pareceu necessário castiga-lo: e a o levar o castigo, se defendia com a doutrina Estoica, dizendo: Fatale mihi fuit furari; “foy fado [o destino], que eu furtasse”. Responde-o o amo: Et caedi; “e também foi fado [destino], que te açoutasse”.

Paralelo, e Reflexão: Semelhante caso sucedeu em Inglaterra, onde hum ladrão [de religião] Calvinista, allegando por seu descargo, que era predestinado para furtar, o Juiz lhe disse: “E eu sou predestinado para vos mandar enforcar.

Outro trecho sobre justiça diz:

De Thomas More. Este valoroso Chanceler da Inglaterra, caindo-lhe nas mãos a causa de um capital inimigo seu, sentenciou a seu favor, porque lhe achou justiça. A um, que lhe tocou neste ponto, mostrando admirar-se de sua inteireza, respondeu: “Que tem a minha ofensa particular com o meu ofício público?”.

Conclusão: [...] E isto é o que o Papa Inocêncio III chamou de inclinar a justiça ao espírito, em vez de inclinar o espírito à justiça: Vos o Judices non attenditis merita causarum, sed merita personarum... non quod ratio dictet, sed quod voluntas affectet; non quod jus sentiat, sed quod mens capiat: non inclinatis animum ad justitiam, sed justitiam inclinatis ad animum [“Vós oh juízes, não julgueis o mérito das causas, mas o mérito das pessoas... não o que a razão dita, mas o que a vontade quer; não o que a lei entende, mas o que a mente compreende; não inclineis o espírito para a justiça, mas a justiça para o espírito. “] E é o que respectivamente fizeram os heresiarcas nas matérias do que se havia de crer, que uma vez que a verdadeira Fé repugnava os seus depravados costumes inventaram outra fé, que concordasse com eles. Porque todas as vezes que a razão milita contra a paixão - quem não quer largar esta, nem ser repreendido por aquela - faz por entender que a sua paixão é a razão

 

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N 14313 – Gonzaga ou A Devolução de Minas por Castro Alves. Drama histórico Brasileiro em 4 actos. Nictheroy Escola Typográfica Salesiana. 1922. 165 Pgs. 10,5x16cm. Manchas na capa. RARO NO MERCADO.

Foi em 1867 que Castro Alves encenou pela primeira vez o drama Gonzaga ou A Revolução de Minas, em que propagandeia seus ideais patrióticos e abolicionistas e faz transparecer seu amor por Eugênia Câmara, atriz portuguesa para quem escreveu o texto, sonhando vê-la despontar nos palcos brasileiros. A ela foi reservado o papel de Maria Dorotéia de Seixas Brandão, amante do poeta Tomás Antônio Gonzaga, centro do triângulo amoroso que se completa com o então Governador de Minas Gerais, o VI Visconde de Barbacena.

Castro Alves voltou-se para o teatro por duas razões: uma social e outra pessoal. Sua vocação abolicionista e seu caráter propagandístico, de um lado; e sua paixão por uma atriz, de outro. Através da primeira, visava o ideal de Pátria; pela segunda, seria capaz de criar uma peça, para vê-la brilhar nos palcos. Assim nasceu Gonzaga ou a Revolução de Minas, durante as férias do autor entre 1866 e 1867, no Recife, quando já vivia sua paixão com Eugênia Câmara.

A peça foi representada pela primeira vez em setembro de 1867 sob ovações do público. No ano seguinte apresentou-a a José de Alencar e este a recomendou a Machado de Assis. Ambos foram generosos com o autor. Mas ele não conseguiu encená-la no Rio de Janeiro. Em São Paulo, encenou-a com o ator Joaquim Augusto, ator em grandeza comparável a João Caetano. Mas advertiu-o que se tratava de um texto para uma platéia acadêmica. Em 1875, entretanto, a peça saiu no Rio e foi somente em 1881 que Rui Barbosa reconheceu os méritos da obra.

Segundo Décio de Almeida Prado, o texto está alicerçado sob três pontos principais: a inconfidência, a abolição e o triângulo amoroso dos personagens principais. Quanto à Inconfidência, trata-se, de acordo com o autor, do ponto mais importante historicamente, mas o mais frágil no desenvolvimento do enredo

 

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N 14311 – A Casa de Babel. António Martins dos Santos. Comédia n’um acto ornada de música. Original representado nos teatros dos Recreios e Rato  com unânimes aplausos. 5ª Edição. Livraria Popular Francisco Franco fundada em 1890. 16 Pgs. Alguns defeitos.

 

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N 14268 – Memórias de vida , e virtudes da serva de Deos Soror Maria Joanna, religiosa do convento real do Santíssimo Sacramento do Louriçal de 1ª regra de S. Francisco: Offerecidas à Sereníssima Senhora D. Maria Francisca, Isabel Josefa, Antónia, Gertrudes, Rita, Joanna, Princeza do Brasil, e duquesa de Bragança nossa Senhora: e dadas à Luz pela abbadessa do Real Convento do SS. Sacramento do Louriçal.

Extrahidas do processo que se formou depois do seu falecimento, por autoridade do ordinário, e de outros documentos. A instâncias do Excellentíssimo, e Reverendíssimo D Miguel da Annúnciação, Bispo Conde. Prelado do mesmo convento: Escreveu-as Fr, Joseph Caietano doutor Theologo pela Universidade de Coimbra, religioso Carmelita da Observancia.

Lisboa, na Officina de Miguel Rodrigues, Impressor do Eminentíssimo Cardeal Patriarca 1762. 323 Pgs. Interior como novo. Encadernação da época em inteira de pele com mínimos defeitos consolidados. 15,5x20,5cm

Obra de interessantíssimo conteúdo histórico religioso,

Frei José Caetano de Sousa, religioso que entretanto substituíra na função de confessor o antigo diretor espiritual de Maria Joana, dá a lume, em 1762, as Memórias da vida e virtudes da serva de Deus Soror Maria Joana, obra fundada nas cartas escritas ao confessor.

As profecias da Soror Maria Joana e o terramoto de 1755 ... as Memorias da vida e virtudes da serva de Deus soror Maria Joana, religiosa ... que  Frei José Caetano de Sousa publicou oito anos depois, em 1762 (Inocêncio),  Na época foi genuinamente encarado como uma profecia do terramoto que devastou Lisboa em 1755.


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Para venda: 420€ 

sábado, 1 de janeiro de 2022







 

N 14266 – Vida da Venerável Madre Rosa Maria Sério de Santo António Carmelita da antiga Observância, e priora do Mosteiro de S. José da Fazano, Bulindo da religião de Malta, na província de Bari do Reyno de Nápoles. Escrita pelo padre José Gentil da companhia de Jesu, dedicado à Princesa de Portugal N. S. e traduzida do Italiano em Portuguez pelo padre D. Jerónymo cortador de Argote clérigo Regular. O tradutor e padre Argote foi um erudito do seu tempo, sendo sempre apreciaveis as suas obras, quer do seu genio criativo, quer na tradução. Rara e completa obra hagiográfica.

 Anno 1749 2ª Edição (apenas duas publicadas). 440 paginas. Em excelente estado de conservação. Encadernação em inteira de pele da época com pequenos defeitos consolidados. 15,5x21cm.


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N 14258 – A Ourivesaria em Portugal. João Couto – António M. Gonçalves. 1ª Edição Livros Horizonte 1960. 31,5x23,5cm. 186 Pgs + 129 ilustrações. Encadernado. Pequenos defeitos na lombada consolidados.

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Para venda: 75€