sábado, 29 de outubro de 2016

N 8000 – António Correia dÓliveira. Dizeres do povo. 2ª Edição Livraria Aillaud & Bertrand. Encadernado em pele trabalhada em bom estado geral.  Raro conjunto de 116 quadras que têm por mote “Dizeres do Povo”. 146 Páginas.
 Durante a sua estadia em Esposende, no Hotel Central, de onde se deslocava para ir almoçar diariamente na Casa de Belinho, em S. Paio de Antas, Correia de Oliveira escreveu a primeira edição do seu livro “Dizeres do Povo”, publicando-a ainda em 1911 e dedicando-a à noiva.
O nº306 da Ilustração Portuguesa (de 1 de Janeiro de 1912), ilustrava uma notícia sobre o lançamento do mais recente livro de poemas de António Correia de Oliveira, “Dizeres do Povo”.
A apresentação da obra rezava assim (repare-se na carga adjectival):
“O novo e encantador livro do ilustre poeta António Correia de Oliveira chama-se Dizeres do Povo e são realmente adágios que andam nas bocas populares, que o poeta nele exprimiu, deixando-lhes as suas verdades, engastando-os na doçura simplista dos seus lindos versos. São algumas das belas quadras do novo trabalho do autor do “Auto do Fim do Dia”, da “Raiz”, das “Parábolas”, da “Tentação de S. Frei Gil” e de outras obras primas que para esta página transcrevemos.”

António Corrêa d’Oliveira (São Pedro do Sul, 1878 — Antas, 1960) foi um poeta português. Estudou no seminário de Viseu, indo depois para Lisboa onde trabalhou como jornalista no Diário Ilustrado. Tendo casado com uma rica proprietária minhota, fixa-se na freguesia de Antas, concelho de Esposende, indo viver para uma quinta, ainda hoje existente, chamada Casa de Belinho. Devido a esta relação com o concelho de Esposende a antiga escola preparatória da cidade chama-se Escola EB 2 e 3 António Correia de Oliveira.
Grande poeta neogarrettista, foi um dos cantores do Saudosismo, juntamente com Teixeira de Pascoaes e outros. Ligado aos movimentos culturais do Integralismo Lusitano e da revista Águia, Atlântida, Ave Azul e Seara Nova.
Convictamente monárquico, transforma-se num dos poetas oficiosos do Estado Novo, com inúmeros textos escolhidos para os livros únicos de língua portuguesa do sistema de ensino primário e secundário. Foi o primeiro Português a ser nomeado para o prémio Nobel e a própria concorrente vencedora, Gabriela Mistral, declarou publicamente, no acto solene, que não merecia o prémio, estando presente o autor do “Verbo Ser e Verbo Amar”.

Portes Grátis


Contactos para venda : amandio_marecos@hotmail.com

Preço 45 €



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